domingo, 24 de maio de 2015
Na madruga!
Seus lábios carnudos me beijavam suavemente, sua boca tinha um leve gosto de Halls. Suas mãos pequenas com unhas que mais pareciam garras de algum felino, roçavam minhas costas como se tentasse tirar minha blusa, minha mente dizia que aquilo era errado, mas eu já estava a me entregar. - Não te conheço e lembro que já te vi! - Falei, tentando afastá-la de mim. - Fique calmo e se entregue ao seu desejo.- Sei o quanto você quer isso. -Não posso, sou comprometido.- A empurrei novamente. Nada adiantou, em segundos já estávamos envolvidos em um novo beijo e entregues ao desejo. O beijo era ótimo, ela sabia me envolver em seus braços, sua respiração ofegante ao pé do meu ouvido me causava arrepios, mesmo assim tentava lutar, dizer não. Eu namorava e amava minha namorada, porém, como um qualquer estava ali, entregue e cheio de desejos por uma estranha. Não uma totalmente estranha, pois já havia visto, só não lembrava aonde.... Então, eram 2:40 da manhã, acordei suado, com a respiração ofegante. Um misto de culpa e prazer tomava conta de mim, tudo não passava de um sonho, porém sabia que o que tinha sonhado era errado, apesar de excitante. Durante algum tempo revirei na cama até voltar a dormir, aquele sonho tinha sido tão real que eu me sentia culpado, uma culpa tão grande que a levei para a manhã seguinte. Acordei cedo, após um café rápido, sai para o trabalho com aquele sonho louco entalhado em minha mente. Após caminhar duas quadras, veio em minha direção, ela, a moça do sonho, com seus cabelos longos e negros, seus lábios carnudos tingidos de um batom vermelho, um jeans surrado e uma bota cano longo. Ao passar ao meu lado pude sentir seu perfume, ela me encarou sorrindo e seguiu seu caminho.
sábado, 23 de maio de 2015
Amor verdadeiro!
Nesse breve texto pretendo contar como conheci a Maria, e alguns fatos importantes até o dia em que começamos a namorar!
Vamos começar pelo início, acho melhor...
Era um domingo à tarde, estava começando o inverno de 2012, 1º de julho para ser mais preciso, como era de rotina, lá estava eu em uma sala virtual do site "Bate Papo UOL", sempre costumava entrar em salas gaúchas pois seria melhor conhecer pessoas do meu estado.
Quem algum dia entrou em um "Bate Papo" sabe que não é fácil obter atenção de alguém, ainda mais em uma sala cheia sendo você um homem querendo conhecer uma mulher. A sala 1 da cidade de Porto Alegre vivia cheia, então resolvi entrar sozinho na sala 2, a ideia era ficar na espera para ver se alguém iria entrar para falar comigo, não era a primeira vez que tinha feito isso e pensava que poderia dar certo.
Entrei com o nick (apelido) de "Solitário", estava sozinho na sala e também era assim como eu me sentia por muitas vezes em minha vida, um carente em busca de atenção.
Não lembro, mas talvez entraram outras pessoas antes dela, quando se tem alguém sozinho em uma sala é normal pessoas entrar para ver quem é, se é homem ou mulher, interessante ou não. Mas se entrou essa pessoa não foi importante e não despertou em mim o que ela despertou.
Algum tempo depois entrou uma garota, uma garota com o nick de "Loirinha Gremista". No ato pensei, deve ser uma menina fanática, a primeira pergunta vai ser:
-Curte futebol?
A segunda:
- Tu és gremista?
Já faziam cinco anos que eu frequentava salas de bate papo, conhecia garotas daquele tipo, e os perfis eram quase clássicos, porém naquele dia tive a alegria de estar errado, o gremista era um simples complemento ao nick. Logo depois dos primeiros cumprimentos, o clássico: Oi, tudo bem?
Ela me perguntou:
- Por quê está sozinho nesta sala?
Não lembro minha resposta, mas deve ter sido algo do tipo:
- Esperando a mulher da minha vida. Kkkk Brinks, a outra estava cheia. (Uma mentira mal contada).
Papo vai, papo vem, ela me disse morar em Cachoeira do Sul, lembrei que era longe, muito longe, já havia falado com pessoas de lá, até feito algumas amizades que até então não haviam saído do virtual.
Seu nome era Maria Antônia, falou que estudava, pareceu ser uma menina super legal, e era me encantou no ato pelo seu jeito meigo e super doce. Não lembro do que conversamos, mas se mostrou super querida com o desconhecido que se dizia solitário.
Não demorou muito para trocarmos endereços de nossas redes sociais, primeiramente o extinto MSN, trocamos nº de telefone, SMS e depois o Facebook.
Lembro que a foto dela quando adicionei no MSN era ela sentada em uma escada (talvez me engano) tomando chimarrão, uma linda foto, uma linda garota.
Minha foto foi julgada horrível por ela, era eu com uma camiseta de banda, olhos arregalados e com semblante de um bêbado (e de fato estava). Pediu para ver outra foto de cara, imaginei logo, não gostou do que viu. Tratei de achar uma um pouco melhor.
Iniciado o contato no Facebook aumentou o leque de fotos, algumas mais belas e outras nem tão belas.
Nosso contato se tornou frequente já nos primeiros dias, muito frequente semanas depois.
Eram dezenas de SMS durante um dia, eram ligações frequentes e uma grande preocupação um com o outro. Ela era uma grande amiga, jamais me impediu de sair, mas sempre cuidava e aconselhava como um anjo da guarda.
O tempo foi passando e o sentimento um pelo outro foi crescendo, se tornando algo que acreditávamos ser amor, apesar de eu negar a mim mesmo. Não que talvez eu não à amasse, não que ela não fosse uma menina boa o bastante para mim. Acontecia que o medo de encarar a vida se tornava maior que eu, esse medo quase me fazia fugir dela, fugir desse sentimento.
Era rotina sair com um grupo de amigos pra festas de rock, pra eventuais jantas, bebedeiras em calçadas, tudo simplesmente no intuito de beber, podia até conhecer garotas, mas o objetivo maior era beber, com o tempo acabei começando a sair com uma amiga, essa amiga a Jeni era parceria, uma figuraça, comíamos lanche, saiamos para jantar, chagamos ir a festas juntos, isso tudo só na amizade, sem paquera, azaração, só lealdade e arriação.
Em uma noite de sábado, depois de já estar falando há alguns meses com a Maria, e lutando contra meus sentimentos, fui em uma janta na casa de um amigo. Janta essa que era só pretexto, o negócio era beber, e bebi todas, mal jantei e comecei a passar mal, fui voltar para casa caminhando, no caminho comecei a soltar os bofes na beira da rua, vomitei tudo que tinha comido e bebido. Passei muito mal enquanto ia embora.
Resolvi parar de trocar mensagens e ligar pra Maria, mesmo sabendo que ela tinha pedido para que eu não bebesse, dizia se preocupar comigo. Ela brigou tanto comigo, brigou mais do que minha mãe jamais tinha brigado em minhas bebedeiras, me fez prometer que não beberia mais desta maneira, que se fosse beber beberia socialmente e não como um louco. Aceitei o acordo e daquele dia em diante meu sentimento aflorou mais ainda, pois ela mostrou que realmente queria meu bem.
Dias depois acabei por desabafar com minha amiga Jeni sobre a tal menina de Cachoeira, falei tudo sobre a Maria e meu sentimento por ela, como da habito a Jeni logo começou a me zoar dizendo mil coisas, e me causando um grande nervosismo quanto ao assunto e disse que apesar das piadas apoiava o romance.
Podendo por tudo em risco acabei apresentando a Maria para Jeni, apresentei por telefone, já que nem eu mesmo conhecia a Maria pessoalmente. A Jeni adorou a Maria, me deu maior apoio para fazer o que eu desejava, o que o medo quase me forçava a não fazer.
Foram meses de um sentimento intenso, de SMS, ligações, mensagens no face, publicações trocadas, até a coragem de tornar o virtual em real vencer o medo.
A Maria me contou que seu pai morava em Capão da Canoa onde trabalhava, ela provavelmente viajaria para lá nas férias e ficaria muito mais perto para nos conhecermos, e assim eu poderia visita-la. A ansiedade aumentou ainda mais, eu tentava buscar coragem.
A coragem veio com uma pequena ajuda da Jeni, que em uma noite no início do verão de 2012, quando iriamos comer uma pizza em minha casa, resolveu simplesmente contar aos meus pais que eu estava namorando. (Namorando? Nem eu sabia disso! Não oficialmente)
Simplesmente sentada junto a mesa conversando com minha mãe, disse:
-Dona Rose, sabia que o Pive está namorando?
Meus pais arregalaram os olhos, questionaram, e tamanha minha vergonha, acredito que a Jeni respondeu mais que eu, com certeza ela falou mais que eu. Ela contou quem era a Maria, de onde era, e o que não ela não sabia eu me obrigava responder.
Foi um sufoco, mas com meus sentimentos expostos para minha família, criei coragem em aceitar conhece-la, após meses de um sentimento que só podia ser amor.
Resolvemos que eu viajaria para Capão da Canoa onde ela estava, a conheceria e resolveríamos nossa situação. Veríamos olho a olho se nosso sentimento era amor.
Capão da Canoa não é muito longe de minha cidade Igrejinha, algo em torno de 130km, bem menos que Cachoeira do Sul que chega aos seus 280km.
Viagem marcada pro dia 23 de dezembro, um domingo, como era véspera de Natal e eu encontraria-a pela primeira vez naquele dia, resolvi levar um presente. O que levar para uma garota na qual conheço intimamente, porém nunca vi pessoalmente?
De alguma forma resolvi dar um urso de pelúcia e colocar meu perfume nele. Depois de alguma procura, e muita dúvida de qual escolher, comprei. Um urso grande e marrom segurando um coração vermelho, um lindo presente pensei eu.
Dia 23 de dezembro cedo da manhã embarquei na rodoviária rumo a Capão, foram mais de 2 horas de viagem repleta de ansiedade, eu e o Urso traçando nosso futuro. Cheguei em lá era por volta das 10 horas, desembarquei naquele local desconhecido, esperando por alguém, alguém que amava e nem sabia o quão real era.
Minutos depois de minha chegada ao lado oposto da rua onde eu a esperava a vi chegar, reconheci pelo o modelo do carro, fiquei imóvel, suando frio, sem saber como agir.
Ela desembarcou e veio caminhando até mim, nos abraçamos, nos cumprimentamos. Lembro que meu maior medo era seus pais, e ambos estavam no carro esperando por mim.
Após um breve comprimento ao pai dela, embarquei no carro e fomos dar uma volta, eu, ela, o pai e sua mãe. Perguntando brevemente quem eu era, o que fazia e tudo mais, eles iam andando pelas ruas de Capão, ruas para mim até então totalmente desconhecidas. Passamos pela praia, e chegamos em uma casa, a casa onde ela passaria as férias, onde seu pai morava.
Eu tremendo, só torcia para que não me convidassem para entrar, estava tremendo, queria me esconder, a vergonha era demais.
- Acho que vocês querem dar uma caminhada, conversar, se conhecer melhor. Aliviei quando me falaram isso.- Vão dar uma caminhada até a praia, mas voltem para o almoço.
Concordei, mas estava com vergonha de voltar, queria almoçar em algum lugar diferente, só eu e minha amada.
Antes de sair, a Maria abriu o seu presente, ficou toda feliz dizendo que adorou o urso (adorou tanto que diz até hoje que é o melhor presente que já ganhou), entregou o presente para sua mãe
Do nosso primeiro beijo não lembro de muitos detalhes, lembro que foi em uma calçada ali perto, eu disse que precisava fazer algo que queria a muito tempo, e o beijo aconteceu. Naquela primeira caminhada que fomos dar, nos perdemos, descobri que na praia as quadras são muito parecidas e as ruas não saem onde imaginamos.
A Maria me convenceu a voltar e almoçar, o almoço foi delicioso, um churrasco feito pelo pai dela. Eu estava ali e ela tentava me tranquilizar diante de seus parentes que até então eu desconhecia. Depois do almoço voltamos à sair, caminhamos pela praia, conversamos muito, ela me mostrou lugares que marcaram sua infância, como uma casa onde sua tia morou anteriormente. Ali sentamos e ficamos namorando um bom tempo.
Quando voltamos, tive que voltar a encarar a família, encarar meus medos, pois sabia que ela gostaria que eu fizesse algo que eu jamais tinha feito, pedir a mão de uma garota em namoro.
Mesmo com todo meu nervosismo, com minhas mão tremendo e com dificuldade de escolher as palavras, consegui pedi-la em namoro.
Na tarde de 23 de dezembro de 2012, oficializamos nosso namoro.
Graças a Deus os pais delas foram legais comigo e aceitaram nossa relação, relação que hoje 23 de maio de 2015 completa 2 anos e 5 meses.
Escrevo este texto com uma pequena homenagem ao nosso amor, e principalmente como um agradecimento pela persistência ao me conquistar, pois depois de meses eu tentando fugir tenho a dizer que tudo valeu a pena e aconteceu da maneira que deveria acontecer.
TE AMO
![]() |
| Não é nossa melhor foto, mas é a primeira foto que tiramos juntos! |
terça-feira, 19 de maio de 2015
Pão e Circo
Um ano atrás nosso país estava em contagem regressiva para a Copa do Mundo no Brasil, seu povo na grande maioria estava entusiasmado torcendo pelo nosso país, pela vitória de nossa Seleção. Outros assim como eu esperava apenas para ver o andamento da copa, ver onde foram os "bilhões" investidos para tal evento.
Hoje menos de um ano após a grande "WORD CUP 2014" o país sede, nosso Brasil, está a beira do caos, a cada semana é um novo escândalo envolvendo nossos políticos; Tributos, taxa de juros, o valor de nosso custo de vida aumenta dia após dia, tem também corte no FIES, racionamento de água e aumento na conta de luz, etc. Promessas não cumpridas e uma ladroeira descarada.
Eu e grande maioria do povo hoje está interessado em saber onde estão os "bilhões", bilhões desviados de obras, saúde, educação e da empresa que até então era orgulho nacional a Petrobras.
"Os culpados estão sendo julgados e presos", fácil roubar centenas de milhões, devolver uma fração e meses depois estar em prisão domiciliar acompanhando tudo de camarote, dinheiro pra "pizza" não deve faltar.
O país do futebol segue sendo motivo de piada no exterior, não por conta dos 7x1 sofridos pela seleção contra Alemanha, e sim pelo rombo sofrido nos cofres de toda união.
Que paga o pato? Quem paga por tudo isso? Nas mãos de quem está a solução?
Tantas perguntas e uma resposta, a culpa não é da Seleção. Não é mesmo... De quem é então?
Seleção, Copa, Futebol, Fifa, milhões pago a jogadores, uma miséria a nossos professores. O que isso tem haver com Corrupção? Sei lá, né...
"A Copa do Mundo, que seria um grande avanço a nossa economia nada teve haver com os desvios, ela apenas serviu pra desviar nossa atenção...#sqn!"
Tenho duvidas do sentimento que tenho por aqueles que conseguem viver alegremente fingindo não ver, não aqueles lucram com tudo isso, mas aqueles que acham que está tudo bom e está tudo bem.
Pão e Circo a todos vocês!
Abraço
Que paga o pato? Quem paga por tudo isso? Nas mãos de quem está a solução?
Tantas perguntas e uma resposta, a culpa não é da Seleção. Não é mesmo... De quem é então?
Seleção, Copa, Futebol, Fifa, milhões pago a jogadores, uma miséria a nossos professores. O que isso tem haver com Corrupção? Sei lá, né...
"A Copa do Mundo, que seria um grande avanço a nossa economia nada teve haver com os desvios, ela apenas serviu pra desviar nossa atenção...#sqn!"
Tenho duvidas do sentimento que tenho por aqueles que conseguem viver alegremente fingindo não ver, não aqueles lucram com tudo isso, mas aqueles que acham que está tudo bom e está tudo bem.
Pão e Circo a todos vocês!
Abraço
sábado, 6 de abril de 2013
Morte da bezerra!
Depois de ler essa reportagem não consigo parar de pensar na morte da bezerra!
Depois de dias em estado semi-vegetativo, jogada no fundo do curral, morreu hoje a Mimosa, uma bezerra de pouco mais de 2 meses numa propriedade em Bagé, no sul do Rio Grande do Sul.
O veterinário responsável pela propriedade, acredita em muitas possibilidades, até tratou para doenças conhecidas por ele, mas sua inexperiência nesses casos deixa uma duvida no ar, e ele preferiu não dar entrevista, assim não colocando em risco sua carreira.
O corpo da jovem foi encaminhado pra faculdade UFRGS, onde será estudado por universitários do curso de veterinária.
Por telefone um professor da faculdade, disse em entrevista ao nosso jornal que a morte ainda é uma incógnita, mas estão trabalhando com possibilidades e preferiram não dar mais esclarecimentos.
- Ela estava alegre, já tava parando de mamar no litrão, ai adoeceu e nem quis mais nem saber da teta de sua mãe. Estou muito triste;- Testemunhou seu Ancelmo dono do animal.
O corpo da jovem foi encaminhado pra faculdade UFRGS, onde será estudado por universitários do curso de veterinária.
Por telefone um professor da faculdade, disse em entrevista ao nosso jornal que a morte ainda é uma incógnita, mas estão trabalhando com possibilidades e preferiram não dar mais esclarecimentos.
- Ela estava alegre, já tava parando de mamar no litrão, ai adoeceu e nem quis mais nem saber da teta de sua mãe. Estou muito triste;- Testemunhou seu Ancelmo dono do animal.
Um fato estranho, mas veremos a onde a morte da bezerra ira nos levar.
PS: Isso é apenas um conto, reportagem fictícia criada sobre o dito popular, estava pensando na morte da bezerra!
Espero que tenham gostado!
domingo, 31 de março de 2013
Mais um sobre quem somos!
Texto de ninguém destinado a quem quiser ler!
Poucos ou ninguém aqui me conhecem... Mas o que vou postar aqui é bem pessoal.
Muitos já me disseram e já li aqui que devemos ser quem somos,independente da aceitação alheia e devemos aceitar as pessoas como elas são. Devemos fazer o que gostamos, comprar o que queremos, viver da nossa maneira.
Tudo bem, essa é uma lei básica da convivência em sociedade. Mas quando as opiniões são divergentes? Tentam nos manipular voluntária e involuntariamente, julgam bizarro o que gostamos, e nos taxam, nos julgam pelo que fizemos.
Questionamentos normalmente não são aceitos, cada um é cada um, ninguém quer mudar. Acabamos por nos perguntar o que realmente é certo.
(Dono de personalidade forte, não mando recados, digo minha opinião, tachado como vilão, uma pessoa que só quer arrumar intrigas. Este sou eu, um cara que por muitas vezes julga, e por muitas é julgado. Alguém que busca entender a sociedade.)
Será que devemos calar diante os outros, mesmo se precisamos nos manter medicados pra conseguir. Será que estão todos certos por mais loucos e idiotas que nos pareçam,tendo cada um sua maneira de ver a vida?)
Se na cabeça do assassino ele está certo em matar a vítima durante um assalto, pois precisava de grana pra sustentar o seu vicio. Não podemos condenar?
Acredito que cada um pode fazer o que bem entende desde que não atinja o próximo, não tenha um efeito à sociedade.
(Condenar os outros por suas atitudes faz parte do meu cotidiano, olhar no olho e dizer, quem tu és pra me julgar:
-Prove o que estou errado, mas tenha argumentos,assim talvez aceito meu erro! Não tente me ganhar no grito, tenha argumentos!
Nunca uso essas palavras, mas sempre tento dizer isso, e sempre acabo ser calado aos berros ou ter que berrar pra que o silêncio predomine.)
Mas o mundo segue uma correnteza, eu me pergunto o que realmente é feito de coração, o que não é feito simplesmente pra se ter o seu lugar ao sol.
( Eu sei que não deveria me importar com o que os outros fazem, mas me perturba muito ver os que me rodeiam, ver o mundo seguindo como zumbies comandados pelo modismo, pela mídia)
Precisamos ser egoístas, precisamos responder com a mesma moeda diante o egoismo alheio? Precisamos viver nossa vida em busca de felicidade pessoal e nem olhar para os lados? Pois são lindos os sorrisos os olhos brilham no momento que querem se mostrar, no momento que precisam... Mas quando nós precisamos de uma ajuda... Ou cobram pelo "favor" ou simplesmente dão uma desculpa esfarrapada, inventam um porque qualquer, algo urgente, que não lembravam.
São dezenas de perguntas que não calam em minha mente.
Será o egoismo a resposta?
Acabo por eu me julgar o errado, acabo de escrever achando meu texto bizarro além de confuso, se alguém tentou me entender, de um like ai, trabalhei ao máximo as palavras e este é o resultado.
Muito obrigado por ler
(TEXTO ORIGINALMENTE ESCRITO PARA UMA PAGINA NO FACE, POSTADO AQUI PARA COMPARTILHAR MEU PENSAMENTO, E PARA QUE ALGUM DIA EU POSSA RE-LER)
Poucos ou ninguém aqui me conhecem... Mas o que vou postar aqui é bem pessoal.
Muitos já me disseram e já li aqui que devemos ser quem somos,independente da aceitação alheia e devemos aceitar as pessoas como elas são. Devemos fazer o que gostamos, comprar o que queremos, viver da nossa maneira.
Tudo bem, essa é uma lei básica da convivência em sociedade. Mas quando as opiniões são divergentes? Tentam nos manipular voluntária e involuntariamente, julgam bizarro o que gostamos, e nos taxam, nos julgam pelo que fizemos.
Questionamentos normalmente não são aceitos, cada um é cada um, ninguém quer mudar. Acabamos por nos perguntar o que realmente é certo.
(Dono de personalidade forte, não mando recados, digo minha opinião, tachado como vilão, uma pessoa que só quer arrumar intrigas. Este sou eu, um cara que por muitas vezes julga, e por muitas é julgado. Alguém que busca entender a sociedade.)
Será que devemos calar diante os outros, mesmo se precisamos nos manter medicados pra conseguir. Será que estão todos certos por mais loucos e idiotas que nos pareçam,tendo cada um sua maneira de ver a vida?)
Se na cabeça do assassino ele está certo em matar a vítima durante um assalto, pois precisava de grana pra sustentar o seu vicio. Não podemos condenar?
Acredito que cada um pode fazer o que bem entende desde que não atinja o próximo, não tenha um efeito à sociedade.
(Condenar os outros por suas atitudes faz parte do meu cotidiano, olhar no olho e dizer, quem tu és pra me julgar:
-Prove o que estou errado, mas tenha argumentos,assim talvez aceito meu erro! Não tente me ganhar no grito, tenha argumentos!
Nunca uso essas palavras, mas sempre tento dizer isso, e sempre acabo ser calado aos berros ou ter que berrar pra que o silêncio predomine.)
Mas o mundo segue uma correnteza, eu me pergunto o que realmente é feito de coração, o que não é feito simplesmente pra se ter o seu lugar ao sol.
( Eu sei que não deveria me importar com o que os outros fazem, mas me perturba muito ver os que me rodeiam, ver o mundo seguindo como zumbies comandados pelo modismo, pela mídia)
Precisamos ser egoístas, precisamos responder com a mesma moeda diante o egoismo alheio? Precisamos viver nossa vida em busca de felicidade pessoal e nem olhar para os lados? Pois são lindos os sorrisos os olhos brilham no momento que querem se mostrar, no momento que precisam... Mas quando nós precisamos de uma ajuda... Ou cobram pelo "favor" ou simplesmente dão uma desculpa esfarrapada, inventam um porque qualquer, algo urgente, que não lembravam.
São dezenas de perguntas que não calam em minha mente.
Será o egoismo a resposta?
Acabo por eu me julgar o errado, acabo de escrever achando meu texto bizarro além de confuso, se alguém tentou me entender, de um like ai, trabalhei ao máximo as palavras e este é o resultado.
Muito obrigado por ler
(TEXTO ORIGINALMENTE ESCRITO PARA UMA PAGINA NO FACE, POSTADO AQUI PARA COMPARTILHAR MEU PENSAMENTO, E PARA QUE ALGUM DIA EU POSSA RE-LER)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Rico ou Pobre

Não é apenas o dinheiro que faz com que haja desigualdade, o que faz haver desigualdade é o ser humano, o dinheiro nada mais é que um pedaço de papel, mas o ser humano quer sempre mais, ser mais bonito, ser mais inteligente... O sentimento mesquinho do ser humano de querer ser melhor que o outro, apontar defeitos pra querer ser mais. O prazer de muitos não está em superar seus limites, e sim apontar o outro e dizer que ele é um fracassado. O prazer está em adquirir algo pois ele lhe faz bem, é útil para seu bem estar, e não porque te torna mais ou menos que os demais.
O que torna um vestido de 5 mil reais melhor que o de 50?
Pode ter muitos fatores, e alguns o material pode até ser raro e custar quase tal valor, mas na maioria a pessoa ta comprando uma marca, ta estampando o capitalismo desenfreado em sua testa.
Buscar coisas de qualidade é diferente de buscar por marcas.
Se tu quer algo bom, tem que pagar por isso.
Eu já ouvi inúmeras vezes, e foram muitas vezes que o barato pra me saiu caro, pois a mercadoria realmente não presta. O que devemos levar em conta, é o custo beneficio daquele bem de consumo. Se tu vai usufruir o valor pago.Alguns simplesmente desejam estampar marcas no peito e andar por ai como garotos propagandas, sem nem se interessar por ser caro ou barato, se é feio ou bonito. O que querem é mostrar seu poder aquisitivo, e assim mostrar que são melhores.
Existem muitas pessoas que nem aproveitam o que tem, simplesmente buscam ter pra ser mais que o outro, não valorizando o que é seu. Não repetem sapato, não repetem roupa. Comidas, roupas, objetos, bebidas, tudo sempre do mais caro, não por ser mais gostoso, ou mais bonito, simplesmente pra mostrar aos demais que tem o poder de adquirir, de usufruir de tais coisas que a massa não consegue.
De que adianta ser rico e infeliz, ter amigos interesseiros e comprados. De que adianta ter que usar bens de consumo pra mostrar sua capacidade intelectual.
O dinheiro é capaz de fazer muita coisa, até mesmo de mudar uma pessoa da água pro vinho, destruir personalidades. Até mesmo tornar aquele que por muito foi dito feio, em um ser bonito. Sua aparência não mudara em nada, o que vai mudar vai ser o olhas das pessoas diante ele.A beleza é algo parecido, grande parte dos seres humanos na grande maioria homens é movido pelo desejo de sexo, o desejo daquele ser dito como perfeito e belo desde que nascemos.
Um grande exemplo disso são as gostosas e burras que vemos por ai... Um estereotipo pré definido que parece ser uma mascara para seu baixo nível de inteligência.
Os exemplos são muitos, não importa o que é melhor ou pior, simplesmente faça aquilo que te faz bem, seja o quão simples for. Não passe por cima de ninguém buscando sua felicidade. Melhore seu desempenho diante os outros, não sabote o competidor... Sim, na vida competimos por muitas coisas,ignorante aquele que negar esse fato.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Obras e interesses em Porto Alegre
NÃO VALE A PENA LER, MAS SE FOR UM DESOCUPADO COMO EU E TEM UNS MINUTOS LIVRES. LEIA ISTO... SE QUISER DEIXE SUA OPINIÃO.
O Arena do Grêmio ta pronta, um lindo estádio se assim posso chamar... Olha que coisa boa, fica pertinho do Guaíba( não sei se é perto da ponte móvel, a conhecida ponte dos problemas) mas caso a ponte der pau. Aqueles que estiver no congestionamento podem ir lá bater uma bolinha, podem olhar um treino.
Nada contra o time do Grêmio,sou gremista por sinal, gremista por motivos bobos, mas sou.
O que quero com esta postagem é mostrar minha indignação, pois uma obra privada, que rendera milhões de reais(já que o futebol move este país) é capaz de ser feita em dois anos, já uma ponte móvel sobre o lago Guaíba(obra pública não saiu do papel em mais de 2 anos, e não tem previsão pra sair... Esta ponte que é ligação de duas partes do estado que auxiliaria no fluxo de veículos e reduziria e muito os transtornos gerados pela atual e antiga ponte que ali se encontra, ponte essa que não poderia dar pane, e da muitas. Muitas panes que custam milhões todos os anos aos cofres do estado e da União.
Pois então, porque não mexem os pauzinhos e dão jeito nessa tal ponte? Sim serão montanhas de dinheiro ali investido, será uma obra cara e sem retorno líquido... E os governantes só precisam do povo no momento da eleição.
E o que eu, um semi-alfabeto estou fazendo compartilhando minha indignação... Ocupando meu tempo, já que me deram acesso livre e caro a internet, e não existe nada melhor(custo beneficio) no presente momento pra se fazer...
Obrigado por ser um desocupado como eu e ler esse meu texto. Tomara que o estadio do Grêmio traga bons resultados pro time e pro estado(se isso é possível).
P.S.: Esse texto não é contra futebol, é apenas um texto sobre o descaso do governo com seu povo, e as necessidades públicas... Se não concordar, só lamento!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Saudades da Escola
Me bate uma saudade da escola, da turma, dos amigos, da bagunça. E ai me pego pensando em tudo, como era, como é a educação no Brasil. Lembrando sobre o ranking da educação e a colocação vergonhosa do Brasil, resolvi escrever as palavras que neste segue..
Muitos assim como eu querem o melhor da Educação.
Mas fica a dica aos alunos, deem valor aos professores inteligentes, que cobram de vocês, pois esses sim irão te ensinar coisas que vai levar pra vida toda, mesmo que seja um saco a aula dele.
Não adianta passar de ano fácil, ter em sala um professor que tudo que faz é garantir seu salário, e nada faz para melhorar a educação, e o aprendizado de seus alunos, o trabalho dele é ensinar e para o aluno o importante adquirir conhecimento, e não simplesmente terminar os estudos.
Saudades do meu tempo de ensino médio, lembranças de brigas e teimosias. O mais estranho hoje é ver que os professores mais carrancudos, na verdade são pessoas alegres e aparentemente normais. Longe dos monstros que a tempos fantasiei.
Mas nisso me vem em mente os loucos, os caras mais inteligentes que já conheci, são tão ou mais pirados que eu. Grandes mestres!
Vamos juntos melhorar nosso país, o conhecimento não te rende apenas dinheiro e grana, o estudo te garante uma melhor qualidade de vida. E acredite, muito se tem a aprender bem longe da escola...
Um abraço desse eterno errante!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Um pouco de politica
Gastar um certo montante$$$ em carro de som, Panfletos, Revistas que mais parecem um álbum de figurinha, Placas... Isso é o que eles chamam de campanha politica, e tem o direito por lei de fazer, o que pra mim e poluição sonora e visual... Mostrar a sua força com bandeiras coloridas e balançantes em um sábado a tarde é bonitinho, mas será que alguém se deixa levar por isso? O triste é que acredito que sim.
Enquanto isso, tirar um centavo de seu bolso, dar o tal jeitinho brasileiro pra ajudar alguém, isso é comprar voto!(Sendo que ninguém sabe quem vai realmente votar em quem).
Realmente não gosto de politica, mas eu fico a todo momento me perguntando em quem votar? Eu aceito todo e qualquer beneficio,assim tendo o direito de recusa, pra mim é muito melhor que as musiquinhas nos carros de som.hauhaushauahuasa.
Ops, to vendendo meu voto, mentira, não estarei vendendo, apenas aceitando uma boa ação, pois meu voto é meu e votarei em quem eu bem entender. Sei que tem muitos políticos que visitam a casa dos eleitores, mostrando sua cara, falando de seus projetos. A esses desejo uma ótima campanha, mas espero que nessas visitas mostrem boas propostas, muito mais que tapinha nas costas e entrega de santinhos, se o cara sentar pra um chimarrão e falar sobre suas propostas já é um começo. E ao povo desejo... olhem o que já foi feito,quem é o sujeito no qual está votando, se ele está tentando reeleição?Não se contentem com asfaltos, ou projetos para 2020, reveja as propostas da última eleição, e veja o que foi realmente feito,veja principalmente se as promessas atuais são possíveis de se cumprir.
Aos candidatos que por minha casa passar, deixo um aviso: A caixa do correio fica ao lado da casinha de luz, e eu dispenso papéis com fotos e números(salve árvores... já é um começo), mostre propostas, mesmo que for uma cartinha escrita a mão, e não esqueça, me de um bom motivo pra eu confiar meu voto a ti.( Aprendi na pré escola a não julgar o livro pela capa, então rostinho bonito não me conquista.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Mudar?Ser diferente?
Já não é de hoje que noto que sou diferente, parece mais fácil eu mudar, que mudar as pessoas.Será isso o certo?Não sei, talvez sim, talvez não.Mas será que preciso mesmo mudar algo?Ou é algo que precisa mudar?Por que teremos nos ser de todos iguais, se existem diferenças, devemos ser diferentes, aceitando as diferenças.Cabe a mim e ao mundo aprender a viver com isso.Aceitar os diferentes sejam gostos ou pessoas, não é preciso mudar,apenas aceitar, aceitar as coisas como elas são, não preciso mudar meu destino, preciso apenas atravessar barreiras que por ele cruzam.
Amor... Distante Amor...
Minha anjinha, a noite foi perfeita, todas as palavras ditas, sentimentos expressados, pena que quando acordei estava sozinho, sem você, abraçado em um travesseiro,tudo o que foi dito foi ao telefone, por simples mensagens, todas as caricias foram fruto da nossa imaginação.Estar longe de quem se gosta é assim, lembranças enchem a mente, a saudade aperta o peito e a felicidade do ter e do ser ás vezes transborda pelos olhos.
sábado, 14 de julho de 2012
Palavras ao vento....
Lembranças de um show que não vi...
Lembro do gosto daquela bebida que não bebi...
Horários marcados, pilulas engolidas...
Não sei se melhorei ou piorei,
apenas sigo o que dizem o que devo seguir...
Meu desejo é de melhoras...
Essa semana foi dura...
Nada no mundo é fácil,
mas porque acho tudo tão difícil?
Porquê tudo pesa tanto?
Porque os dias são todos iguais?
Pontos de apoio, é o que tenho.
Pessoas que me mostram o quão fácil é,
aqueles que me incentivam a não desistir
por eles que escrevi isto aqui...
A eles que só tenho a agradecer...
OBRIGADO
O que tenho? É aquela doença que não te mata, és aquela doença e espera ver você morrer aos poucos!
Se você sabe do que estou falando, sabe o que é depressão!
Lembro do gosto daquela bebida que não bebi...
Horários marcados, pilulas engolidas...
Não sei se melhorei ou piorei,
apenas sigo o que dizem o que devo seguir...
Meu desejo é de melhoras...
Essa semana foi dura...
Nada no mundo é fácil,
mas porque acho tudo tão difícil?
Porquê tudo pesa tanto?
Porque os dias são todos iguais?
Pontos de apoio, é o que tenho.
Pessoas que me mostram o quão fácil é,
aqueles que me incentivam a não desistir
por eles que escrevi isto aqui...
A eles que só tenho a agradecer...
OBRIGADO
O que tenho? É aquela doença que não te mata, és aquela doença e espera ver você morrer aos poucos!
Se você sabe do que estou falando, sabe o que é depressão!
domingo, 1 de julho de 2012
Uma virgula em minha vida!
Existem virgulas capazes de mudar todo o rumo da história. Já pensou isso pro seu cotidiano?
Quantas vezes somos convidados pra sair, nos deparamos com oportunidades, e não vamos? Seja por preguiça ou por medo do desconhecido. Imagine se o mundo lhe desse uma segunda chance, uma chance de viver o dia de ontem daquela maneira que optou por dispensar!
Naqueles momentos em que está sem vontade de nada, e que acha que aquilo que é proposto é desinteressante, pense duas vezes, pois será a única vez que poderá fazer.
"Ah, amanhã eu faço...". Sim poderá fazer, mas todos os pequenos detalhes estarão mudados, o dia será outro, o clima será outro. E o dia de ontem talvez seja considerado por você um dia perdido em sua vida.
Quem nunca deixou de fazer algo que julgava importante, pra fazer algo que julgava de extrema importância,?Será que era tudo como julgamos? Estávamos certos sobre o que era e o que não era importante?
Eu já perdi muitas coisas em minha vida, muitas vezes por medo do desconhecido resolvi ficar no conforto do meu lar, nem colocar o pé pra fora da minha "humilde residencia"(uasuhsausahsuas), nem ao mesmo ver como estava o tempo lá fora.
Essa semana vi algo sobre, era uma daquelas postagens clássicas de Facebook, (site que ao meu ver se tornou pior que o velho Orkut,isso não vem ao caso). A moral da postagem era a seguinte: "Pra que vou sair de casa, eu tenho que me produzir toda pra buscar o desconhecido, minha cama está quentinha, e a pipoca está crocante. O jeito é desculpa, e não sair..."
Eu lembrei naquele momento de tantas vezes que já fiz isso, e lembrei de tantas vezes que me perguntei:
" E se eu tivesse ido? Como seria? Quem estará lá?"
Mas também lembro de tudo que já me falaram:
-Bah, vai! Vai ser legal!
Aqueles momentos que fui e conheci o desconhecido, algumas vezes foi ótimo, outras nem tanto. O importante é que eu estava lá. Se não provarmos não saberemos qual o sabor, mas não precisamos provar tudo que nos oferecem, temos que saber julgar o que é certo ou o errado, ter o bom senso.
Sentar e reclamar, julgar, falar, dizer que a pessoa é "idiota", um "cagão", só porque não quer fazer aquilo que não ta afim. Só porque julga errado aquilo que outros fazem, mesmo eles sabendo que não é o certo.
Sempre fui aquele que teve medo do desconhecido, mas os tempos mudaram, hoje tenho medo daquilo que conheço, medo de tudo aquilo que foge do cotidiano. Resolvi admitir o que sinto, e admitir quem sou. Espero um dia ficar melhor, e poder saborear o desconhecido juntamente com os sabores do que já conheço. Só peço à aqueles que me conhecem, entendam:
" NÃO ESTOU ASSIM PORQUE QUERO, E ESTOU LUTANDO DA MINHA MANEIRA PRA SER MELHOR DO QUE UM DIA FUI... O DESCONHECIDO QUE ME AGUARDE, E GUARDEM PARTE DO QUE JÁ CONHEÇO PRA MIM"
"O amanhã é o reflexo do hoje, e quem você é reflexo de suas atitudes!"
"O amanhã é o reflexo do hoje, e quem você é reflexo de suas atitudes!"
domingo, 20 de maio de 2012
Relacionamento
Quando falamos em relacionamentos queremos sinceridade, fidelidade, simpatia, carinho... Então quando conhecemos alguem não podemos levar em conta itens como idade, aparência, ou conta bancaria! Talvez as pessoas não são todas iguais, mas é você que se atrai sempre pelas mesmas coisas!
Palavras de um feio mal amado
" Pequeno texto escrito por mim, levando em conta o meu cotidiano!"
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Uma amostra de afeto
Dedicado a Liege Neuland, aquela que não tem medo.
O Pive do Orkut? Foram as primeiras palavras que direcionou a mim, lembra?
Não é a melhor pessoa deste mundo, mas é alguém que me aconselha em momentos difíceis, mulher valente com rostinho de inocente.
Pessoa que me faz sentir o sexo frágil. Aquela que me chama de lage, quase todos os dias. Será que sou uma lage? (Risos)
Você está ai, me aturando há oito meses, nos vimos apenas três vezes? Os bolos foram quantos? Ah, deixa pra lá. Isso não importa.
Alguns momentos pensei, ”ela não está nem ai”, mas descobri que é seu jeito maluco de ser, eu curto você assim, eu curto sua companhia, na internet, e ainda mais em festas. Conselheira, amiga, simpática, faltam adjetivos.
A menina que me deixou sem imunidade de tanto me preocupar.
Foi um ano conturbado para nós dois, coisas boas coisas ruins, namoros e términos. Mas de tudo que aconteceu, uma das melhores coisas foi te conhecer. Foi as viagens ao teu lado, e as que eu fiz pois me incentivou. Noites regadas a muito álcool, com o tempo vemos quem vale a pena, aprendemos isso.
Orgulho em te ver bem, feliz ano novo. Que ano que vem tenha muitas outras noites alucinantes em sua companhia.
O Pive do Orkut? Foram as primeiras palavras que direcionou a mim, lembra?
Não é a melhor pessoa deste mundo, mas é alguém que me aconselha em momentos difíceis, mulher valente com rostinho de inocente.
Pessoa que me faz sentir o sexo frágil. Aquela que me chama de lage, quase todos os dias. Será que sou uma lage? (Risos)
Você está ai, me aturando há oito meses, nos vimos apenas três vezes? Os bolos foram quantos? Ah, deixa pra lá. Isso não importa.
Alguns momentos pensei, ”ela não está nem ai”, mas descobri que é seu jeito maluco de ser, eu curto você assim, eu curto sua companhia, na internet, e ainda mais em festas. Conselheira, amiga, simpática, faltam adjetivos.
A menina que me deixou sem imunidade de tanto me preocupar.
Foi um ano conturbado para nós dois, coisas boas coisas ruins, namoros e términos. Mas de tudo que aconteceu, uma das melhores coisas foi te conhecer. Foi as viagens ao teu lado, e as que eu fiz pois me incentivou. Noites regadas a muito álcool, com o tempo vemos quem vale a pena, aprendemos isso.
Orgulho em te ver bem, feliz ano novo. Que ano que vem tenha muitas outras noites alucinantes em sua companhia.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Mulher
Mulheres, loiras, morenas, ruivas, sou rodeado por mulheres. Esbarrando com uma ou em outra posso observar um olhar meigo, um sorriso cativante.
Mas ainda não achei mulher que mexesse comigo como você.
Os dias passam e nem reparo mais na beleza de quem me rodeia, vendo os olhos da menina mais linda, lembro como é doce tua voz, vendo o sorriso da mais singelo. Sinto falta do teu abraço.
No meu mundo só existe você, és a razão do meu viver.
Mas ainda não achei mulher que mexesse comigo como você.
Os dias passam e nem reparo mais na beleza de quem me rodeia, vendo os olhos da menina mais linda, lembro como é doce tua voz, vendo o sorriso da mais singelo. Sinto falta do teu abraço.
No meu mundo só existe você, és a razão do meu viver.
sábado, 22 de outubro de 2011
Alguém especial
Hoje entrei em um bate papo, não queria mais fazer isso, e acabei por fazer.
Sempre me julguei anormal, uma pessoa diferente, um modo de pensar oposto ao da maioria das pessoas.
Então resolvi entrar com o nick, ESTRANHO. O que mais li foi pessoas querendo saber o porquê eu era estranho.
A primeira vista todos me achariam normal, mas o problema é psicológico algo na minha personalidade. Enfim.
Eu sou diferente das pessoas ditas normais, das pessoas que curtem a vida e tão nem ai pra nada. Por mais que eu tente, acabo por voltar ao meu estado de tristeza. Mas não é disso que quero falar.
Quero falar de uma pessoa que conheci. Uma pessoa que tem a personalidade parecida com a minha, uma pessoa que escreve de uma forma parecida.
Acredite quem quiser, não levei fé quando vi o nick daquela garota que já me atrevo a chamar de amiga.
O nick dela era LoiraInteressante, imaginei ser uma pessoa totalmente diferente da que conheci.
Ela é sentimental, inteligente e tem um papo maravilhoso. Me entende muito bem, e parece pensar da mesma forma que eu.
Se hoje, duas horas depois de conhecê-la estou escrevendo isso. É uma forma de expor tamanha felicidade que sinto por conhecê-la.
E descobri. Podemos ser ambos estranhos diante a sociedade, mas nos compreendemos muito bem.
Um beijo enorme pra essa menina que hoje me fez um cara feliz.
" A menina com o maior coração que já vi."
Abraço a você que leu.
domingo, 16 de outubro de 2011
Pois é
Eu te invejo, e te invejo por ter um sonho e lutar. Eu nada sou, sou apenas mais um que um dia teve um blog. Jamais serei escritor, e nem sei porque escrevo. Não luto pelos meus sonhos nem luto por nada. Muitos me disseram que Deus me deu um dom, espero morrer com ele. Eu cansei de querer impressionar as pessoas, não to mais afim de escrever. Quem me conhece sabe que eu transmito essa forma poetica de escrever no dia-dia. Eu escrevo assim para quem gosto e até pra quem eu odeio. Esse é meu jeito. Talvez por dom ou por incistencia eu sou assim. Neste mundo, desejo o melhor a todos, e a mim tenho um unico desejo. Ser feliz. Hoje eu não sou, nem escritor, nem feliz. Obrigado por doar seu tempo e ler isto.
( Não corrigi, e sim, sou realmente péssimo em gramatica.)
Isso eu escrevi para uma amiga no MSN, resolvi postar aqui.
Obrigado a todos que dedicaram seu tempo, e leram meus textos.
Talvez um dia eu volte a escrever, eu volte a postar.
Mas hoje, penso apenas que tenho que tentar ser feliz.
Um abraço enorme.
( Não corrigi, e sim, sou realmente péssimo em gramatica.)
Isso eu escrevi para uma amiga no MSN, resolvi postar aqui.
Obrigado a todos que dedicaram seu tempo, e leram meus textos.
Talvez um dia eu volte a escrever, eu volte a postar.
Mas hoje, penso apenas que tenho que tentar ser feliz.
Um abraço enorme.
sábado, 1 de outubro de 2011
Em busca de companhia
A
pior coisa de ser casado com uma Bióloga são as viagens a trabalho.
Dirigia meu carro lentamente pelas ruas do centro daquela imensa cidade, acreditava que seria apenas mais uma noite solitária. Por muitas vezes me perguntei o que Barbara estaria fazendo enquanto eu me masturbava folhando aquela velha revista pornô dos anos 90. O corpo da Barbara(minha esposa) não se comparava ao daquela jovem modelo da revista. Mas para mim era o mais lindo do mundo.
Passando diante da prefeitura vi aquela linda morena, caminhava de um lado para o outro parecendo atordoada. No primeiro olhar já decidi o que deveria fazer, eu dormiria acompanhado. Mesmo que tivesse que pagar por isso.
Estacionando o carro ao lado da calçada, abri o vidro do carona dando uma leve buzinada. Quando vi que caminhava em minha direção já gritei:
Dirigia meu carro lentamente pelas ruas do centro daquela imensa cidade, acreditava que seria apenas mais uma noite solitária. Por muitas vezes me perguntei o que Barbara estaria fazendo enquanto eu me masturbava folhando aquela velha revista pornô dos anos 90. O corpo da Barbara(minha esposa) não se comparava ao daquela jovem modelo da revista. Mas para mim era o mais lindo do mundo.
Passando diante da prefeitura vi aquela linda morena, caminhava de um lado para o outro parecendo atordoada. No primeiro olhar já decidi o que deveria fazer, eu dormiria acompanhado. Mesmo que tivesse que pagar por isso.
Estacionando o carro ao lado da calçada, abri o vidro do carona dando uma leve buzinada. Quando vi que caminhava em minha direção já gritei:
-
Vamos pra onde meu amor?- Sinceramente não sabia como contratar os serviços de
uma prostituta. - Vamos dar uma voltinha?
Caminhando
devagar no alto do seu salto, veio até mim. Escorada na janela, fitou meus
olhos:
-Pra onde quiser meu bem. Dou preferência para um lugar bem longe daqui.
- Gostaria de dormir acompanhado hoje, custa caro? – Minha voz passava um ar de vergonha.
- Depende o que o senhor quer, o preço varia de 50 a 200 reais, tudo depende do que faremos, do tempo que ficaremos juntos. – Ela falava tranqüilo como quem me oferecia um produto qualquer em um balcão de loja.
- Não tenho planos e desejos. Apenas sexo, o que rolar rolou!- Tentei parecer indiferente quanto ao valor.
- Tudo bem amor, podemos ir então.
Sorrindo embarcou lentamente no carro sua pele bronzeada me levou ao delírio ali mesmo.
Dirigindo sem mesmo prestar real atenção na estrada, fui para um motel que conhecia à beira da rodovia que saia da cidade. Sentada no banco do carona a jovem apenas fitava o rádio com os olhos.
-Pra onde quiser meu bem. Dou preferência para um lugar bem longe daqui.
- Gostaria de dormir acompanhado hoje, custa caro? – Minha voz passava um ar de vergonha.
- Depende o que o senhor quer, o preço varia de 50 a 200 reais, tudo depende do que faremos, do tempo que ficaremos juntos. – Ela falava tranqüilo como quem me oferecia um produto qualquer em um balcão de loja.
- Não tenho planos e desejos. Apenas sexo, o que rolar rolou!- Tentei parecer indiferente quanto ao valor.
- Tudo bem amor, podemos ir então.
Sorrindo embarcou lentamente no carro sua pele bronzeada me levou ao delírio ali mesmo.
Dirigindo sem mesmo prestar real atenção na estrada, fui para um motel que conhecia à beira da rodovia que saia da cidade. Sentada no banco do carona a jovem apenas fitava o rádio com os olhos.
-Quer
colocar uma música? Fique a vontade!- Meus olhos fitavam o decote da jovem,
quando ela se esticou para ligar o radio. –Tem CDs no porta-luvas!
Minutos depois chegamos ao motel, na recepção pedi por um pernoite, a garota sorriu triunfante para a recepcionista. Como quem dissesse. “Eu amo esse homem”.
Peguei uma suíte, não era a mais luxuosa do motel, mas não era nada simples. Em meus pensamentos tentei lembrar a última vez que fui a um motel com a Barbara.
- Qual o seu nome amor? – Seus lábios se esticavam em um sorriso triunfante. – Você tem cara de Mauricio!
Subimos as escadas abraçados como um casal apaixonado.
- Marcelo!- Respondi sorrindo.
- Ahh, que burra eu sou, vi teu nome nos documentos do carro quando peguei um Cd no porta-luvas, mas jurei ter lido Mauricio.
Aquela garota não parecia uma prostituta igual as que eu vi, e ouvi falar. Ela parecia inteligente e simpática demais.
Quando entrei, vi que tinha preservativos sobre a cama. Fiquei feliz ao ver, pois eu não tinha comigo.
Minutos depois chegamos ao motel, na recepção pedi por um pernoite, a garota sorriu triunfante para a recepcionista. Como quem dissesse. “Eu amo esse homem”.
Peguei uma suíte, não era a mais luxuosa do motel, mas não era nada simples. Em meus pensamentos tentei lembrar a última vez que fui a um motel com a Barbara.
- Qual o seu nome amor? – Seus lábios se esticavam em um sorriso triunfante. – Você tem cara de Mauricio!
Subimos as escadas abraçados como um casal apaixonado.
- Marcelo!- Respondi sorrindo.
- Ahh, que burra eu sou, vi teu nome nos documentos do carro quando peguei um Cd no porta-luvas, mas jurei ter lido Mauricio.
Aquela garota não parecia uma prostituta igual as que eu vi, e ouvi falar. Ela parecia inteligente e simpática demais.
Quando entrei, vi que tinha preservativos sobre a cama. Fiquei feliz ao ver, pois eu não tinha comigo.
Sentei
na cama, ela foi chegando sobre mim, quando seus lábios tocaram os meus, veio a
mim uma repulsa como que por espontânea. Eu a empurrei.
- Não quer beijo. – Ela sorriu torto. – Eu entendo.
-Desculpe, eu não consigo. – Muito nervoso eu tremia. – Sou casado, nunca trai. Amo minha esposa. Isso foi um erro!
- Calma amor, eu posso ir com calma. – Sussurrando em meu ouvido ela foi subindo as mãos em minhas costas em busca de tirar minha camiseta.
- Pare, por favor, isso é errado! – Sua pele quente sobre meu peito já nu me causava arrepios.
- Ok, me desculpe. – Sacudindo a cabeça já não parecia a mesma. – Quer me levar embora então? Te cobro o preço mínimo! Eu te entendo. Já me afastei de pessoas que amo, por erros menores que esse.
- Qual foi teu erro? – Uma curiosidade enorme caiu sobre mim.
- Não quer beijo. – Ela sorriu torto. – Eu entendo.
-Desculpe, eu não consigo. – Muito nervoso eu tremia. – Sou casado, nunca trai. Amo minha esposa. Isso foi um erro!
- Calma amor, eu posso ir com calma. – Sussurrando em meu ouvido ela foi subindo as mãos em minhas costas em busca de tirar minha camiseta.
- Pare, por favor, isso é errado! – Sua pele quente sobre meu peito já nu me causava arrepios.
- Ok, me desculpe. – Sacudindo a cabeça já não parecia a mesma. – Quer me levar embora então? Te cobro o preço mínimo! Eu te entendo. Já me afastei de pessoas que amo, por erros menores que esse.
- Qual foi teu erro? – Uma curiosidade enorme caiu sobre mim.
-
Abandonei minha família no interior para tentar a vida na capital, por ser
inteligente achei que entraria logo em uma boa universidade pública. Enganei-me.
Arrumei emprego aqui na cidade, fui morar com uma garota que nem conhecia. – O olhar
da jovem era triste, mostrava um arrependimento enorme. – A Garota com quem morava
é uma striper, demorei dias para descobrir. Literalmente ela leva o trabalho pra
casa. Com ela conheci a cocaína.
- Desculpe, noto que se sente mal. Se quiser pode deixar, eu perguntei por impulso. – Eu a interrompi, pois notei ser nada bonita a história de vida que tinha pra me contar.
- É bom desabafar. – Secando as primeiras lagrimas que corria pelo seu rosto ela continuou. – Comecei a cheirar por carência, a droga me transportava para outra realidade. Por passar boa parte do tempo chapada, fui demitida do meu emprego por ter muitas faltas. Resolvi seguir minha vida, tentar viver sem drogas. Me afastei daquela amiga, aluguei um apartamento e fui morar sozinha. Uma semana sem emprego e já tinha cheirado meu fundo de garantia todo.
Notei que já estava inteiramente jogada nas drogas. Em dias eu estava nas ruas vendendo meu corpo. E aqui estou. Acredito que nunca farei faculdade, nunca serei realmente feliz. Serei apenas uma mancha nas ruas desta cidade.
Eu não sabia o que fazer, resolvi fazer o que era certo para mim.
- Fico triste pela sua história. – Respirei fundo e completei – Pagarei o taxi para você ir embora, eu tenho que chegar logo em casa. Quanto eu te devo?
- Deixa só os 50 reais, eu pago o taxi. - Sacando o telefone da sua bolsa, ela ligou para alguém que acredito que seja o taxista. Tapando microfone do telefone falou. – Se não se importa vou tomar um banho! Eu preciso continuar o trabalho, a noite está só no inicio.
- Vou deixar pago o motel, vou pagar a noite toda, se quiser pode ficar aqui. Aviso na recepção.
- Tá bom. Vou tomar um banho e já vou. – Virando as costas foi falando no telefone – Oi, sou eu mesma, me busca aqui no motel da rodovia? Sim sim, eu espero.
- Tchau. -Foi só o que eu falei.
Deixei cem reais sobre o frigobar, desci as escadas devagar. Peguei meu carro e dirigi para casa ouvindo o Cd que estava dentro do radio. Segundos depois notei que era o cd que havia ganhado de aniversario da minha esposa.
Cheguei em casa atordoado, uma luz verde da secretaria eletrônica piscava sobre a escrivaninha do canto da sala. Apertei o botão e ouvi uma mensagem que apenas dizia. ’’ Te amo meu bem, retorne’’.
Ligando para a Barbara descobri que ela estará de volta para o almoço. Mania dela de não ligar para o meu celular.
Relatei estes fatos em um texto, pois estou sem sono. Arrependo-me do que fiz. Mas o que mais me intriga são as perguntas que não querem calar. Onde estará a jovem prostituta? Será que retornarei a ver? O que já não deve ter suportado aquela jovem?
- Desculpe, noto que se sente mal. Se quiser pode deixar, eu perguntei por impulso. – Eu a interrompi, pois notei ser nada bonita a história de vida que tinha pra me contar.
- É bom desabafar. – Secando as primeiras lagrimas que corria pelo seu rosto ela continuou. – Comecei a cheirar por carência, a droga me transportava para outra realidade. Por passar boa parte do tempo chapada, fui demitida do meu emprego por ter muitas faltas. Resolvi seguir minha vida, tentar viver sem drogas. Me afastei daquela amiga, aluguei um apartamento e fui morar sozinha. Uma semana sem emprego e já tinha cheirado meu fundo de garantia todo.
Notei que já estava inteiramente jogada nas drogas. Em dias eu estava nas ruas vendendo meu corpo. E aqui estou. Acredito que nunca farei faculdade, nunca serei realmente feliz. Serei apenas uma mancha nas ruas desta cidade.
Eu não sabia o que fazer, resolvi fazer o que era certo para mim.
- Fico triste pela sua história. – Respirei fundo e completei – Pagarei o taxi para você ir embora, eu tenho que chegar logo em casa. Quanto eu te devo?
- Deixa só os 50 reais, eu pago o taxi. - Sacando o telefone da sua bolsa, ela ligou para alguém que acredito que seja o taxista. Tapando microfone do telefone falou. – Se não se importa vou tomar um banho! Eu preciso continuar o trabalho, a noite está só no inicio.
- Vou deixar pago o motel, vou pagar a noite toda, se quiser pode ficar aqui. Aviso na recepção.
- Tá bom. Vou tomar um banho e já vou. – Virando as costas foi falando no telefone – Oi, sou eu mesma, me busca aqui no motel da rodovia? Sim sim, eu espero.
- Tchau. -Foi só o que eu falei.
Deixei cem reais sobre o frigobar, desci as escadas devagar. Peguei meu carro e dirigi para casa ouvindo o Cd que estava dentro do radio. Segundos depois notei que era o cd que havia ganhado de aniversario da minha esposa.
Cheguei em casa atordoado, uma luz verde da secretaria eletrônica piscava sobre a escrivaninha do canto da sala. Apertei o botão e ouvi uma mensagem que apenas dizia. ’’ Te amo meu bem, retorne’’.
Ligando para a Barbara descobri que ela estará de volta para o almoço. Mania dela de não ligar para o meu celular.
Relatei estes fatos em um texto, pois estou sem sono. Arrependo-me do que fiz. Mas o que mais me intriga são as perguntas que não querem calar. Onde estará a jovem prostituta? Será que retornarei a ver? O que já não deve ter suportado aquela jovem?
domingo, 4 de setembro de 2011
Amando em silêncio
Estranho como admirava a beleza daquela garota, nos corredores da escola ela se tornava totalmente visível, não usava roupas extravagantes, era apenas um borrão em meio ao pessoal. Mas para mim, ela era a mais perfeita dentre tantas. Éramos ambos do 2º ano, mas de classes diferentes, eu apenas a via durante o recreio e algumas vezes antes de começar a aula. Jamais há encontrei fora da escola.
Sentada no
chão do corredor com o ipod em punhos se desligava do mundo ao seu redor. Na
manhã em que conversamos pela primeira vez, ela estava usando coturno, calça
jeans, além de uma camiseta dos RAMONES.
Por tantas
vezes cruzei por ela no corredor, e em tantas outras ficava imaginando a música
que estava escutando.
Parece idiota, mas sonhava ser como ela, ter
coragem de gritar ao mundo foda-se. Nosso
primeiro contato foi dentro da biblioteca. Eu estava sentado lendo e ela
simplesmente ao passar virou o livro de modo que pudesse ver a capa.
-Menina que
roubava livros, é uma boa história. - comentou ao me fitar com o olhar.
-Sim,
retrata bem a Alemanha nazista. – Não sabia como me portar diante do seu rosto
maquiado.
- Hitler
foi um grande líder, mas infelizmente suas idéias eram tolas. Formar um mundo
de arianos não adiantaria, o problema desse mundo são os alienados.
Sua voz era
doce, seus coturnos estalavam no piso a caminho das estantes.
Por muito
tempo não saiu da minha cabeça aquele final de frase, “o problema do mundo são
os alienados.”. Vindo dela foi como um
ateu pedindo para eu ir à igreja, na minha percepção ela era a pessoa mais
alienada que eu já vira, perdendo apenas para mim próprio. Ela ficava sempre
ali com seu fone, ou lendo. Era um ser completamente anti-social, como podia
chamar alguém de alienado. Resolvi que deveria achar maneiras de me aproximar.
Depois de
dias cheguei à conclusão que ela tinha segredos, que não era apenas aquele ser
melancólico jogado no corredor, eu queria descobrir mais sobre ela.
O ano já
estava no fim, e todas as informações que eu tinha eram que curtia Ramones,
Pitty, Evanescence, e mais algumas bandas. As férias chegariam e eu não a veria
mais. E assim foi.
Nas férias
cada dia era uma eternidade. A maior parte do tempo fiquei em casa escutando as
músicas que imaginava que ela gostava e pensando como faria para desvendar seus
mistérios. Não tinha o que eu fazer, apenas sentar e esperar os dias passar.
Em um dia
nublado próximo ao fim das férias, sentado na sacada da minha casa, lendo o
livro que havia ganhado de natal, podia ver o mundo que todos julgavam ser um
mundo perfeito. Aquela velha senhora passeado com seu cachorro.
- Ah se ela
soubesse o que o marido faz enquanto diz que está no trabalho.– Sussurrei
baixinho.
E aqueles garotos aos berros enquanto jogam
videogame na casa da frente.
-Um dia
saberão que jogar videogame não é a melhor coisa deste mundo.– Me vi aos risos
ali sentado.
Perdi-me em
devaneios olhando a movimentação da rua e adormeci. Quando acordei já estava
escuro, o sereno já havia molhado minha pele e minha mãe esmurrava a porta do
meu quarto.
- Carlos,
ta ai?- pude notar a seriedade em sua voz- Desce agora pra jantar.
- Já vou
mãe!- gritei ainda acordando.
Quando
levantei me deparei com um pequeno avião de papel jogado em meus pés. Era um
avião perfeitamente dobrado, tinha algo escrito.
Desdobrando
rapidamente li as palavras que estavam escritas em uma caligrafia quase
perfeita.
“Oi garoto
leitor, livro novo? Espero que tenha acabado o último.”
Logo pensei
na misteriosa, só poderia ter sido ela que havia me enviado tal recado. Desci
as escadas correndo, sentei-me à mesa e fui logo devorando o que via em minha
frente.
- Vai se
engasgar- Pude ouvir meu pai.
Não dei
atenção, terminei de comer e subi as escadas correndo. Cheguei ao quarto e
novamente peguei pra ler o bilhete que em um momento foi um avião.
Em minha
cabeça projetava o rosto da garota que por dias não havia visto.
-Ela passou
aqui, me viu dormindo com o livro em mãos. Será que ela notou que estava
dormindo. Com certeza sim. Burro burro burro- Sussurei ao acariciar aquele
papel que acreditava ser da minha amada misteriosa.
Nos dias
seguintes fiquei observando da sacada do meu quarto. E não vi nada além do pacato cotidiano, vizinhos que cumprimentavam,
crianças que corriam pelos jardins. Os
dias passaram e as férias foram acabando.
No último
dia das férias minha mãe subiu as escadas enquanto estava deitado em minha cama
ouvindo música.
- Carlos,
abre a porta. Chegou uma carta para você. – Levantei calmamente, pois imaginava
ser apenas propaganda ou algo assim. – O mais estranho é que não tem remetente
e nem selo. Tá apenas escrito em caneta – minha mãe fez um silêncio- para
Carlos, vírgula, o leitor da rua.
Abri a
porta rapidamente, peguei a carta e fui logo rasgando para abrir.
“Sei que
deve estar curioso, eu também estaria. Amanhã na escola talvez eu me revele
para você. Talvez não. Sou tímida. Queria ser um livro para sempre estar entre
seus dedos.”
Tremia ao
ler tal carta. Não consegui dormir naquela noite. Estava ansioso demais para
descansar. Reorganizei meus materiais muitas vezes. Já se passava das duas da
madrugada quando deitei. Não preguei o olho um segundo.
Eu odiava o
primeiro dia de aula, aqueles jogos de integração e as fofocas sobre as viagens
e festas... A escola quer formar adultos e acaba por fazer um regresso ao
jardim de infância no primeiro dia letivo. Uma tremenda tolice em minha
opinião.
Aquele dia
não foi diferente, mas algo novo despertou a minha atenção.
Sentada em
um canto da sala estava a tal garota. Com uma camiseta desbotada do Nirvana,
uma calça Jens, e um All star preto. Permaneceu calada todo o 1º período.
Eu do outro lado da sala tentava me manter
calado, observei que ela me olhou algumas vezes. Mas eu não conseguia parar de
olhar.
No inicio do segundo período o velho professor
de História fazia a chamada quando ouvi a única palavra que ela pronunciou até
aquele momento. O professor ergueu os olhos sobre a turma quando disse em um ar
desanimado:
-
Franciele?
Erguendo a
cabeça ela apenas disse:
-Aqui!
-Continuou a fazer o que estava fazendo, vendo de longe eu acreditava ser um
desenho.
Os períodos
passaram um após o outro. E não ouvi mais nenhuma palavra de seus belos lábios.
Durante o
recreio a sala permaneceu aberta. A Franciele continuou ali sentada rabiscando
algo em seu caderno.
Resolvi
tomar uma atitude, vou caminhar até lá e vou ver a letra dela. Levantei e fui a
passos tétricos até a mesa dela. Parei diante de sua classe fitando o caderno
com os olhos.
- E ai?-
Pude ouvir. Ela não ergueu os olhos para me perguntar.
Pensei: é a
timidez.
- Me chamo
Carlos. -falei entre os dentes.
- Eu
Franciele, gostou do desenho?
-Sim
gostei- respondi- Você costuma passar na minha casa?
-Nem sei onde você mora!- falou rindo- Acho
que está se confundindo.
- Não foi você que me mandou a carta? O
aviãozinho?
- Desculpe rapaz, não sei nem seu nome.
Neste momento o barulho de uma classe sendo
arrastada calou ambos. Pude ver Juliana, levantando rapidamente e correndo porta afora aos
prantos.
- Ou caiu
um cisco no olho daquela menina, ou você descobriu quem é que te mandou os
bilhetes. - Franciele respirou fundo – Nem te conheço, você para mim é apenas
mais um nessa sociedade medíocre. Notei que passou a manhã me olhando, me
desculpe, você não faz meu tipo. Cresça e apareça. Agora saia daqui, você me
causa náuseas. Garoto idiota!
- Desculpe-
foi só o que falei. Suas palavras ecoavam em minha cabeça.
Depois
daquele dia mudei meus conceitos sobre a menina rebelde que descobri se chamar
Franciele.
Juliana não
voltou para sala de aula naquela manhã, naquela tarde recebi uma nova carta.
“Fui tola
em não me identificar, não falar o que sinto, mas o que sinto não é de hoje.
Muitas vezes te vi lendo na biblioteca, e passei reto sem nem ao menos dizer
uma palavra. Foram muitas as vezes que você estava na sacada e eu apenas olhei,
sem nem ao menos dizer uma palavra.
Espero que
seja feliz com a Franciele.
Abro mão da
minha felicidade pela sua.”
Na manhã
seguinte descobri através de colegas que Juliana tinha mudado de escola.
Estaria estudando em outro bairro só para não ver mais meu rosto.
Nunca mais
senti nada pela Franciele, o único sentimento que habitava meu coração era o de
pena. Pena da Juliana, que abriu mão de seus amigos, deixou sua escola por
causa de um amor não correspondido. E
hoje acabo por sentir pena da Franciele, que com toda sua inteligência, e
essência de superioridade fica isolada do resto da turma.
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